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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Puta de sorte q'invoca a morte

Da triste vida que não sabe para onde aponta o Norte.

Não sei escrever aquilo que julgo ler,

Nem reparar no que os meus olhos conseguem ver.

Inóspito é ser cego do merdoso do meu ego

E reparar que navego no mar onde neva.

Um tudo frio de um nada vazio da rota que me desvio.

 

Puta de sorte que é estar só,

Estar roto e remendar com um nó.

Estou ressacado.



publicado por Emanuel Graça às 21:38 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sou alérgico ao tabaco que fumas e ao romance no papel.
(E sim, estou a mandar-te à merda)

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publicado por Emanuel Graça às 02:42 | link do post | comentar

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Destilo a cura para fugir à vida.

 

Lanço-me à cura,

Dose de amargura

Que até à morte perdura.

 

Estadia terminada,

Desta vida atada

A tudo o que é nada.

 

Parto inteiro,

Com ideal verdadeiro,

Que tudo é passageiro.

 

Imagem é tudo

E o génio que é mudo

Serve-se do seu escudo e

Solta um grito agudo.

 

Exaltação desmedida

Da vida perdida

Que agora é desvanecida.

 

Toco um avião

Sem tirar os pés do chão,

Com uma vida na mão.

 

Perde-se a paisagem

Num falhanço de coragem e

Descarrila a carruagem.

 

Sou, por fatia,

Eu nesta poesia,

Parte do que queria.

 

Rompe-se o véu,

Olho o céu,

Não sou eu.

 

Estrela brilhante.

Brilho ofuscante

Da paisagem deslumbrante.

 

Cego de mim,

Achar-me afim

De sucumbir ao fim.

 

Luto

Contra os tempos adversos,

E acho-me no fim dos oceanos. São pensamentos imersos.

Esqueço-os, atento no mar e escuto.

 

É vida,

Maravilha quase ida.

É vida,

Um sonho.

Um futuro,

Desnudo, tal eu.

Olvido-me do escuro

Para edificar muro.

Juro,

É vida.

 

A morte desertou-se. O cenário de cura dissipou-se. A paisagem do abismo serviu de frete. O recado foi acatado, quase fui enganado por um cenário inacabado. É vida, é certo. É vida, a rota do incerto. É vida, sou eu. É vida, quão perto?

 

A morte quis jogar à cabra cega mas eu não estava vendado.


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publicado por Emanuel Graça às 02:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Existence— well, what does it matter? 
I've existed for the best use i can 
The past is now part of my future 
The present is well out of hand.

 

Ian Curtis


música Heart and Soul - Joy Division

publicado por Emanuel Graça às 00:40 | link do post | comentar

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Sou um conjunto de ideias vomitadas de retóricas difamadas. Sou o arquitecto dos arranha-céus que acabam em meros esquissos. Sou o diabo, músico, poeta, bastardo que engana a Natureza e anda aos reboliços. Sou um merdas.



publicado por Emanuel Graça às 05:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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