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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Despe a carne o medo,

Lúcido,

Em passos estagnados 

Pelos pés à corda atados.

 

(Porque o mundo despido é da cor que o vês.)

 

Falasse a mão, 

Ou cantasse.

Porque nem as letras se lêem a si próprias,

Nem os números se somam sem um operador.

 

(Porque desnudo tudo é cru e verde e eu gosto ser racional e esquecer a razão.)

 

Porque eu podia gastar a minha garganta com o espelho,

Que ele não me falaria.

Porque imagem é crença

E o medo é teima

Que sidera a doença.

 

(Porque os ecos voam daqui para acolá e num dia mau consegue-se vê-los para sempre.)

 



publicado por Emanuel Graça às 02:03 | link do post | comentar

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