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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Na inocência de uma longínqua e ofuscante luz

Existe um mato verdejante, florido.

E vida, existe vida. E tanta vida que é. E existem sonhos.

Sonhos, esses, sonhados por alguém que não eu. Alguém que nunca foi ninguém,

Alguém.

Alguém sonhou e vejo o que ninguém sonhou,

Arquitecta-se e edifica-se paisagem à medida que o vento me sopra,

Uma brisa incessante me faz sonhar, um sonho, um sonho de alguém.

Ganho fé em alguém. Ignóbil de mim achar-me alguém.

Encho-me de ar, valentia e ousadia de guerreiro.

Penetro pelo mato adentro com um sonho já sonhado, outrora.

Corro continuamente com alento. Sinto-o bater, ainda vai a viagem a meio.

Sopra-se o vento contra o intento de qual não estou isento, cada vez mais e mais.

O sonho ganha chama, incendia a paisagem verdejante.

Acordo, vejo. Foi-se a luz, foi-se o escuro. Estou vivo e, inocentemente, sou alguém.

 

 


música Park song - The Dodos

publicado por Emanuel Graça às 03:36 | link do post | comentar

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